sexta-feira, 25 de setembro de 2009

AS LIDERANÇAS PASTORAIS DEVEM SER OS PRIMEIROS DIZIMISTAS DA COMUNIDADE


Inúmeras pessoas pensam que se ajudam alguma pessoa ou instituição, estão dispensadas de devolver o dízimo. Estas contribuições não substituem o dízimo. Dízimo é o que colocamos no altar. É claro que, após separar o dízimo que deve ser usado nos trabalhos de evangelização em cada comunidade, devemos também ser solidários com os menos favorecidos ou inituições que trabalham na defesa da vida e da promoção humana.

Todas as lideranças comunitárias devem ser dizimistas. Não podemos falara sobre o que não praticamos. Evangelizamos muito mais pelo que somos do que pelo que falamos. Devemos evangelizar sempre e, se necessário, usar as palavras. Já dizia o Papa Paulo IV: " O mundo precisa mais de testemunhas do que de mestres; e se escuta os mestre é porque eles são testemunhas".

Muitos agentes de pastoral pensam não ser necessário devolver o dízimo, porque já prestam serviços na comunidade eclesial. Caso eu exerça atividade na Igreja, e por isto nego o dízimo, estou cobrando pelos meus serviõs prestados à Evangelização.

O primeiro dever de toda pessoa de fé é ser fiel e obediente a Deus, começando pelos frutos de seu suor. Em Malaquias comos advertidos: "Eu sou Javé e não mudo. Vocês, ao contrário, filhos de Jacó, vocês não se definem. Desde o tempo de seus antepassados, vocês se afastaram dos meus estatutos e não guardam os meus decretos. Voltem para mim, que eu também voltarei para vocês... tragam o dízimo completo para o cofre do Templo, para que haja alimento em meu Templo. Façam esta experiência comigo - diz Javé dos Exércitos. Vocês hão de ver, então, se não abro as comportas do céu, se não derramo sobre vocês as minhas bençãos de fartura".

Se por um lado, existem muitos agentes de pastoral que não se abriram para a maravilhosa experi~encia em ser dizimista, por outro, há aqueles que são dizimistas conscientes. Muitas pessoas, além de serem dizimistas, doam também um pouco do tempo disponível para servir à comunidade eclesial. Está é, portanto, a grande riqueza de nossa Igreja: pessoas que se doam e se colocam a serviço do Evangelho. Tais pessoas são verdadeiras testemunhas e exemplos proféticos para a sociedade atual, pois ensinam não só a partilhar os bens, mas também o tempo e os talentos em prol da evangelização. Mulheres e homens que buscam no trabalho o sustento de suas famílias. Além das ocupações diárias, são esposos, mães, pais que oferecem à comunidade o tempo disponibilizado para o merecido descanso. Encontramos também em muitas comunidades jovens que, além de serem dizimistas consciêntes, trabalham, estudam e atuam em diversas pastorais. São verdadeiros tesouros humanos presentes em nossas comunidades.

O que mais suscita admiração é que a maioria destas pessoas age no mais profundo silêncio, sem buscar proveito pessoal, fama e outros tipos de reconhecimentos. O testemunho destas lideranças pastorais é muito importante para o êxito em toda ação evangelizadora. Não podemos perdê-las, pois são pessoas que vivem de acordo com o que acreditam. São verdadeiras testemunhas para o hoje de nossa história.


Pe. José Afonso de Lemos

Artigo / Dízimo-mês de Agosto/2009.

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