terça-feira, 24 de março de 2009




O Dízimo é uma questão de amor e de fé


Quando temos em mente aquilo que queremos tudo se torna mais fácil, e, no caso do dízimo, a opção deve ser bem clara porque é uma questão de amor e de fé. É necessário crer na palavra de Deus e na sua proposta que encontramos na bíblia.
O dízimo é questão de amor que nos conduz à partilha comunitária. Não se vai ao dízimo sem esta regra básica para todo o cristão. Quando se ama, o dízimo é muito melhor e mais espontâneo. Contribuir com o Dízimo não pode ser um sacrifício para aquele que se propõe a colaborar.
Como diz o provérbio, quando se ama, se vai longe. Quando falamos da opção pelo dízimo estamos afirmando a necessidade de amar a si e a comunidade. É questão de aprender ou de reaprender a amar. A proposta de Jesus é clara: “Amai-vos uns aos outros” (Jo13,34). O amor é tão importante que Jesus o resume na frase acima e ali se encontra toda a doutrina da prática da caridade.
O dízimo é uma forma de reaprender a amar como gesto de repartir com os outros aquilo que se tem. O dízimo evoca a lembrança de que devemos amar e nos lembra que sempre temos um pouco para doar. Muitas pessoas querem primeiro receber para depois serem generosas, e com isso se tornam prisioneiras deste ciclo vicioso, do sempre querer mais, pois nunca estão satisfeitas com o que se tem.
A devolução do dízimo nos conduz a partilha comunitária. A prática do dízimo mostra que é possível ser solidário, apesar dos desatinos da vida agitada e quase sem rumo. A opção pelo dízimo reordena a nossa vida em comunidade e ajuda a combater o vírus do egoísmo tão presente na sociedade atual.
O verdadeiro amor possibilita o dizimista devolver o dízimo com alegria. “Quando oferecer alguma coisa esteja de rosto alegre, e consagre o dízimo com boa vontade” (Eclo 35,8). Assim devemos fazer na comunidade: “Viver com despojamento que não seja um peso, mas incendida alegria em poder estar compartilhando com a comunidade de fé aquilo que se tem para oferecer”. As palavras de Paulo ressaltam a importância de partilhar com alegria os bens e os dons com a comunidade: “Cada um dê conforme decidir em seu coração, sem pena ou constrangimento, porque Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9, 7).
O amor exige comprometimento e participação. Não basta contribuir com o dízimo, é preciso comprometer-se. Cada pessoa é chamada a colocar os seus dons a serviço da edificação da comunidade eclesial. O amor é uma forma de colocarmos a nossa fé em ação e tudo o que fazemos por amor não se perde jamais. “As palavras convencem e os exemplos arrastam”. Não se assinala o caminho apontando com o dedo, mas sim caminhando à frente.
Na prática do dízimo o amor e a fé estão interligados. Não é possível uma compreensão de fé e de amor separados um do outro. A fé estimula a nossa opção pelo dízimo. Pela fé cada pessoa vai às Escrituras e encontra nelas um caminho, uma palavra de convite à participação. O amor é um elemento importantíssimo para toda ação pastoral, sobretudo na prática da conscientização dizimal. Como diz Santo Agostinho: “nas coisas menos importantes, a liberdade; nas coisas mais importantes, a unidade; em tudo, o amor”. Com fé e amor, nós nos encontramos na opção amadurecida pelo dizimo.

Um comentário:

  1. Estava passeando pela internet à procura de notícias da festa de Nossa Senhora de Nazaré - Cachoeira do Campo - e terminei por encontrar seu Blog. Fiquei feliz, pois terei mais este instrumento para saber das notícias da nossa Arquidiocese e do nosso povo!!!!!
    Pe. Vander Sebastião.

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